"Sob a chuva de Paris"
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SOB A CHUVA DE PARIS: quando um instante se transforma em memória
Por Michel Neumann
Algumas fotografias são planejadas. Outras simplesmente acontecem.
Há fotografias que a gente planeja: escolhe o lugar, espera a luz certa, pensa no enquadramento. E há fotografias que simplesmente acontecem. “Sob a Chuva de Paris” é uma delas. Esta é a segunda obra do projeto Fragmentos do Mundo e talvez justamente por isso eu tenha tanto carinho por ela. Foi um daqueles momentos inesperados de uma viagem, quando tudo parece acontecer por acaso, mas a fotografia nos permite guardar para sempre aquilo que durou apenas alguns segundos.

Uma chuva inesperada, uma cena inesquecível
Eu estava passeando por Paris, nas redondezas de Notre-Dame, quando começou a chover muito. Assim como as pessoas que aparecem na fotografia, nós também procuramos abrigo sob as árvores. Foi então que fui presenteado com essa cena tão fabulosa: a luz, a chuva, as pessoas reunidas e aquela atmosfera tão característica de Paris criaram diante dos meus olhos uma imagem que parecia ter saído de um filme.
Eu estava com a câmera escondida embaixo do casaco para protegê-la da chuva. Não pude resistir: tirei a câmera, fiz uma única fotografia e a guardei novamente. Poucos instantes depois, a cena acabou. As pessoas seguiram seus caminhos e aquele momento desapareceu.
Uma fotografia cheia de histórias que eu nunca conhecerei
Talvez uma das coisas que mais me fascine nessa fotografia seja justamente o fato de eu não conhecer nenhuma daquelas pessoas. São completos desconhecidos. Não sei quem são, de onde vieram, para onde estavam indo ou o que estavam vivendo naquele dia.
E isso abre espaço para a imaginação.
Quando olho para essa obra, fico pensando nas histórias que carregavam naquele momento e, principalmente, em como estarão hoje. As crianças que aparecem na cena cresceram, talvez tenham suas próprias famílias, outras histórias e outras cidades. Talvez nunca mais tenham pensado naquele dia.
Mas, de alguma maneira, aquele instante ficou registrado. Ficou comigo.

Por que “Sob a Chuva de Paris”?
O nome da obra é uma homenagem à belíssima música “Sob o Céu de Paris”, mas, para mim, aquela fotografia precisava de uma pequena mudança: naquele dia, eu não estava apenas sob o céu de Paris. Eu estava sob a chuva de Paris.
E foi justamente a chuva que criou as condições para que aquela cena acontecesse. A chuva fez as pessoas procurarem abrigo, o abrigo fez com que elas se reunissem sob as árvores e a luz encontrou aquele momento de uma maneira especial.
Por alguns segundos, tudo se encaixou. Não houve segunda chance. Eu vi, fotografei e a cena desapareceu.

E se esse fragmento também fizer parte da sua história?
Se você quiser conhecer mais sobre o projeto Fragmentos do Mundo ou imaginar “Sob a Chuva de Paris” fazendo parte da sua casa, me chame.
Posso preparar uma simulação da obra na parede do seu ambiente, para você visualizar como ela ficaria na sua decoração.
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